RAM vai baixar de preço? A resposta é sim — mas tem um porém que vai te incomodar

Dados ricos e frescos. Artigo completo abaixo — funil de topo com pegada informativa, mas que leva naturalmente à decisão de compra.


Título: RAM vai baixar de preço? A resposta é sim — mas tem um porém que vai te incomodar

Meta descrição: O preço da memória RAM explodiu nos últimos dois anos e quem quer montar ou atualizar o PC está esperando. Mas quando vale a pena comprar agora — e quando faz sentido esperar?

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RAM vai baixar de preço? A resposta é sim — mas tem um porém que vai te incomodar

Em 2024, um kit de 16GB de RAM DDR4 custava em torno de R$ 250.

Hoje, o mesmo kit passa de R$ 950 em muitas lojas. Isso não é inflação. Isso não é alta do dólar. É uma crise específica, com causas específicas — e que vai durar mais do que a maioria das pessoas espera.

Se você está esperando o preço cair pra montar ou atualizar o PC, esse artigo é pra você. A resposta não é simples, mas é honesta.


Por que a RAM ficou tão cara assim

Três coisas aconteceram ao mesmo tempo, e o resultado foi uma tempestade perfeita no mercado de memórias.

A IA devorou a produção. Empresas como Google, Microsoft e Meta estão investindo centenas de bilhões de dólares em infraestrutura de inteligência artificial. Toda essa infraestrutura precisa de memória — mas não da sua DDR4. Precisa de HBM, de LPDDR5X, de memórias de servidor de altíssima densidade. Como as fábricas são as mesmas que produzem RAM convencional, elas redirecionaram capacidade de produção para onde o lucro é maior. O consumidor comum sobrou com o que restou de linha de produção — e restou pouco.

A DDR4 parou de ser fabricada em escala. Com o avanço da DDR5, as grandes fabricantes começaram a encerrar ou reduzir drasticamente a produção de DDR4. A Micron chegou ao ponto de descontinuar completamente a marca Crucial — que estava prestes a completar 30 anos — retirando do mercado uma das marcas mais acessíveis e populares entre consumidores. A TeamGroup declarou “escassez generalizada” em toda a linha. A Transcend avisou que não recebia remessas de memórias NAND desde outubro de 2025.

Pouca gente controla tudo. Cerca de 90% da produção mundial de memória DRAM está concentrada em três empresas: Samsung, SK Hynix e Micron. Quando essas três decidem que é mais lucrativo produzir memória de servidor do que memória para o consumidor comum, não existe mercado alternativo pra compensar. O preço vai onde elas deixam ir.

O resultado prático: um componente que era rotina virou um dos itens mais pesados no orçamento de quem quer montar ou atualizar um PC em 2026.


Qual é a previsão para os preços

Aqui é onde a resposta fica menos confortável.

A previsão mais citada entre analistas é que 2026 seja o ano de pico dos valores — e que a escassez siga até o final de 2027. Os preços devem começar a se normalizar em 2028, mas ainda chegando inflados em relação ao que eram antes da crise.

Isso significa que quem está esperando o preço cair pra metade da noite pro dia vai esperar muito tempo.

Mas tem um sinal positivo que apareceu recentemente. Depois de meses de pressão, alguns kits DDR5 começaram a recuar no mercado internacional — módulos de 32GB que chegaram perto de US$ 490 passaram a aparecer na faixa de US$ 379. Nos Estados Unidos, preços de kits DDR5 já registraram quedas entre 7% e 20% em algumas lojas. No Brasil, os valores ainda não acompanharam essa tendência, mas especialistas acreditam que é uma questão de tempo.

O lado positivo para quem está no Brasil é que os preços parecem ter atingido um teto de estabilidade no início de 2026, sem novas altas drásticas previstas para os próximos meses. Ou seja: o pior do choque já pode ter passado. O que não significa que vai cair rápido — significa que parou de subir descontroladamente.


DDR4 ou DDR5: qual está mais cara e qual faz mais sentido agora

Esse é um detalhe que muita gente ignora — e que muda completamente a conta.

A DDR4 está ficando mais cara do que a DDR5 em alguns casos. Isso acontece porque as fabricantes estão focando recursos em DDR5 e em memórias de servidor, produzindo deliberadamente menos chips DDR4. Com menos oferta e demanda ainda existente de quem tem plataformas antigas, a DDR4 virou escassa de um jeito diferente da DDR5 — não por excesso de demanda nova, mas por abandono da produção.

O paradoxo é esse: a memória mais antiga está ficando escassa e cara ao mesmo tempo em que vai desaparecer do mercado. Quem tem plataforma DDR4 e quer expandir agora está pagando caro por algo que logo não vai mais ser produzido em escala.

A DDR5, por outro lado, é o padrão do futuro e ainda vai ganhar escala de produção — o que deve pressionar os preços para baixo ao longo de 2027 e 2028. Plataformas com Intel Core de 12ª geração em diante e AMD Ryzen 7000/9000 já usam DDR5. Quem ainda não fez a transição vai precisar dela na próxima montagem de qualquer forma.


Então quando é o melhor momento para comprar?

Depende do seu caso. E essa resposta vai ser diferente pra cada perfil.

Se você precisa agora e não pode esperar — o PC está lento, travando em trabalho ou estudo, e não tem como adiar — compre. Mas pesquise com cuidado. Promoções de queima de estoque de módulos DDR4 tendem a aparecer com mais frequência do que as de DDR5. Compare preços no KaBuM, Pichau, Terabyte e Amazon antes de decidir. A diferença entre lojas pode ser de R$ 200 ou mais no mesmo kit.

Se você está montando PC do zero e pode escolher a plataforma — considere ir direto para DDR5. Pagar um pouco mais agora numa plataforma moderna vai evitar que você enfrente essa mesma situação num upgrade futuro, quando a DDR4 vai ser ainda mais escassa e cara.

Se você quer expandir um PC com DDR4 que ainda funciona bem — essa é a decisão mais difícil. Se a máquina está funcional e o único problema é memória, esperar até 2027 pode ser a estratégia mais inteligente. Os preços não vão explodir mais — e têm chance de recuar um pouco. Se o upgrade não for questão de urgência profissional, a recomendação atual é adiar a compra.

Se você está de olho em montar setup gamer completo — muitos usuários já migraram para DDR5 e podem estar vendendo kits DDR4 usados por preços mais justos. É uma possibilidade real de conseguir memória com custo menor do que o praticado nas lojas, especialmente em grupos e fóruns de hardware.

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O que essa crise ensina sobre montar PC

Existe uma lição que poucos falam quando o assunto é hardware: componentes não têm preço fixo. O mercado de semicondutores é cíclico — tem anos de abundância e anos de escassez. Quem montou PC em 2023 pegou memória barata. Quem monta em 2026 paga o preço da IA.

O erro que as pessoas cometem é achar que o preço atual é o preço natural. Não é. A DDR4 a R$ 950 não é o novo normal — é o pico de uma crise específica. Da mesma forma que quem esperou pela queda das placas de vídeo após o boom de criptomoedas economizou muito, quem tiver paciência nos próximos 18 a 24 meses pode montar ou atualizar o PC com um custo bem diferente do atual.

Isso não significa esperar para sempre. Significa saber o que está pagando — e por quê.


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